Etapas do Design Thinking: Ideação e Prototipação

Fonte: How Bootcamps: Formação UX Design.

Processo de ideação

1. Desafio claro

Para começar a fase de ideação é importante ter o desafio do seu projeto bem definido, e que todos os envolvidos estejam de acordo.

2. Imersão e inspiração

É importante que façam uma revisão geral do projeto e dos principais pontos de dor e oportunidade mapeados na pesquisa. Além disso, é um bom momento para buscar referências de fluxo, componentes e interface.

3. Definição de ferramentas e participantes

Definir as ferramentas que serão usadas faz parte do planejamento da ideação, assim como escolher os participantes para cada uma dessas etapas.

4. Sequência de ideação

Na execução propriamente dita, você pode usar diversas ferramentas de ideação, mas é importante que elas estejam planejadas, levando em consideração o tempo, número de participantes, materiais etc.

5. Definição de critérios de quando parar

Seja pelo prazo, disponibilidade ou critérios de aceite das ideias geradas, é importante ter definido o momento de fechar o diamante e seguir com o processo.

6. Refinamento dos resultados

Depois da ideação, uma quantidade grande de potenciais soluções irão surgir. Aqui é importante fazer um novo processo de indexação e refinamento.

Ferramentas e Métodos

Existem muitas ferramentas que podem ajudar a organizar as ideias, principalmente em grupo, e que podem facilitar esse processo de alinhamento, algumas delas são:

Reprodução: Google.

• Benchmarking

Análise das melhores práticas do mercado, levando em consideração a área de atuação do seu produto, e também inspirações de experiência do usuário (no caso de produtos digitas).

• Mapa mental (Mindmap)

O objetivo principal do mapa mental é partir de um ponto central e explorar suas ramificações, pode ser usado para ideias ou para mapear problemas.

• Brainstorming

Método de ideação onde todos os envolvidos anotam diversas ideias, sem considerar o que é certo e errado e ignorando barreiras de negócio. O objetivo é gerar o máximo de ideias o possível, para depois refiná-las. Existem diversas variações e adaptações do brainstorming tradicional.

• 4x4x4

Ferramenta de brainstorming estruturado, na primeira rodada cada participante precisa escrever individualmente pelo menos 4 ideias; na segunda rodada, a equipe formará duplas e precisam chegar novamente em 4 ideias (usando as anteriores como base), e na rodada final o grupo todo precisa discutir as ideias e chegar em 4 ideias finais.

• Painel Semântico (Moodboard)

Um painel de referencias visuais, incluindo formas, cores, símbolos, referencias existentes de outros produtos etc. O painel deve indicar quais são as direções visuais do produto.

• 10 mais 10

A equipe deve primeiro trabalhar individualmente, com o objetivo de fazer 10 ideias (no total)já concretas do produto, em rascunhos e representações rápidas. Depois disso, cada um do time vai apresentar suas ideias e vão votar na que parece mais interessante, então é feita uma segunda rodada onde mais 10 rascunhos são feitos baseados na ideia selecionada. O objetivo é gerar alternativas e já se aprofundar na mais promissora.

• Crazy 8

É uma ferramenta em que cada pessoa da equipe deve escrever ou desenhar 8 ideias em um papel, em 8 minutos. Depois cada um apresenta o que colocou, e as pessoas da equipe devem votar nas ideias que acham mais relevantes.

• Workshop de ideação

O workshop é um momento onde somamos várias ferramentas e exploramos ao máximo o desafio proposto. Normalmente com a participação da equipe responsável e outros convidados (como cliente, usuários, outros designers, desenvolvedores etc…)

Conclusão

As primeiras ideias nem sempre serão as melhores, mas existem várias formas de polir as opções e chegar em um resultado satisfatório usando esses métodos, processos e ferramentas. As ideias boas estão por toda parte, precisamos apenas desenvolve-las de forma que se apliquem 100% ao nosso problema e propósito.

O que é e o que não é um MVP — Fonte: How Bootcamps: Formação UX Design.

Tipos de MVP’s mais comuns

• Protótipos

Representações de baixa à alta fidelidade de uma solução digital promissora que passam por rodadas de entrevista e observação com pessoas usuárias, para levantar reações e interesse.

• Landing Pages

Basicamente é um site que apresenta a proposta de valor do produto, disponibilizando um botão para capturar leads (pessoas interessadas).

• Concierge ou Recepcionista

Usado para validar as hipóteses em um nível totalmente manual e sem produto, ajudando a compreender o interesse antes de qualquer grande esforço. O Airbnb é um exemplo de MVP que foi validado através de anúncio no jornal.

• Mágico de Óz

Simula a oferta de um serviço sem possuir suas funções ou processo estruturado, atuando de forma manual em partes do processo. Por exemplo: é oferecida uma integração entre duas plataformas, mas deixa invisível ao usuário de que está executando manualmente.

• Single Feature

Basicamente é quando é implementada uma única e mais importante funcionalidade de um produto para avaliar o interesse, uso e escala. Um grande exemplo é o Google, que nasceu apenas com a solução de busca.

• Duplo ou Teste A/B

Implementação mínima em dois formatos da solução para analisar a aceitação, a performance e a experiência das pessoas usuárias. Torna-se mais caro, por isso pode ser usado após outro MVP de menor investimento já ter validado o problema e a solução macro.

Conclusão

Ou seja os MVPs são basicamente testes rápidos que reforçam se aquele ideia, proposta ou projeto devem seguir em frente de acordo com as pessoas usuárias. Afinal quem decide o que é um bom produto ou uma boa solução são as pessoas usuárias e não os criadores, não basta ser bom e sensato apenas para nós.

Fonte: How Bootcamps: Formação UX Design.

Testes: o que são e para que servem?

Testes são uma montanha russa de possibilidades, se seu protótipo confunde as pessoas, você se frustra. Se não gostam da sua ideia, você se decepciona. Entretanto, quando entendem sua solução ou concluem tarefas difíceis, você se sente nas nuvens!

• Teste de conceito

Com o objetivo de coletar feedbacks do que as pessoas usuárias pensam sobre a solução, é ideal para validar a ideia e o conceito do produto ao invés de validar se a interface é eficiente e clara.

• Teste de usabilidade

Com o objetivo de observar como a pessoa usuária entende e utiliza o protótipo a partir de tarefas pré-definidas, é ideal para identificar dificuldades e melhorias para o produto.

A combinação perfeita se faz pelos dois — Fonte: How Bootcamps: Formação UX Design.

Estruturando um teste em 5 passos:

1. Definir os objetivos do teste

O que queremos aprender com o teste? O que queremos aprender? Quais são nossas preocupações? Por quê?

2. Roteirizar o teste: entrevista e tarefas

Como contextualizar o produto? Quais são as tarefas que as pessoas precisam executar? Todos estes fluxos estão prototipados? Como serão os testes (quais métodos e plataformas serão usadas?)

3. Recrutar as pessoas que testarão

Qual o perfil das pessoas que serão recrutado? Quem fará o recrutamento? Aonde faremos o recrutamento?

4.Colocar os testes em prática

Aqui o foco é executar, por isso, siga as mesmas etapas em cada rodada de testes, assim facilitará a análise dos resultados.

5. Identificar padrões para melhorias

Finalizada a bateria de testes, é hora de analisar os resultados. Use uma planilha de anotações preenchida durante ou no final do teste, isso já trará um mapa de calor das hipóteses validadas e das dificuldades identificadas.

E quais são as métricas mais relevantes para um Desing?

É importante avaliar a estratégia de um produto e ajudar a traduzir os comportamentos registrados em melhorias para o produto, apoiando na tomada de decisão das priorizações.

Algumas métricas de produtos digitais — Fonte: How Bootcamps: Formação UX Design.

Conclusão

A criação desses modelos representativos permite demonstrar como um produto ou serviço deveria funcionar na prática e validar hipóteses junto aos usuários. Além te tornar uma ideia mais concreta e visível e assim conseguir estipular o que funciona ou não em um produto.

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Bootcamps imersivos, práticos e de curta duração com facilitadores das principais startups do mundo.

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