Guia de Redação e Conteúdo sem UX Writers, será que é possível?

Mas porque UX Writing?

Desde que conheci a disciplina de UX Writing me apaixonei e não consegui deixar de dar atenção e levantar a bandeira por onde passei. Ao meu ver, uma interface sem o conteúdo são apenas cores e formas. Aí você vai falar: “Ah João, mas um quadro, uma pintura, não tem textos em sua grande maioria”. Sim. Concordo totalmente, mas trata-se de uma obra interpretativa e que mesmo com a proposta da pessoa que criou aquela obra, sem que haja contexto, ela se abre para a interpretação individual de todas as outras. Eu acredito que esse não seja o intuito de grande parte das interfaces e dos produtos digitais, correto?

Como fazer isso sem uma pessoa de UX Writing?

A primeira coisa foi levantar essa bandeira e sua importância para o time de design e, com isso, até encontrar mais pessoas que estivessem dispostas e interessadas em auxiliar nessa caminhada. Dessa forma, eu e mais duas pessoas do time na época, Luciana Martins e Mariana Silva, começamos a conversar e falar mais sobre como poderíamos dar os primeiros passos pensando em UX Writing.

É apenas uma função do time de design?

A resposta para essa pergunta é simples. Não! Muito pelo contrário. Pensar em writing e conteúdo permeia todas as estruturas e posições de uma empresa, afinal é o que dá contexto e torna toda experiência da pessoa usuária possível, seja com um site, plataforma, sistema, aplicativo, chat ou bot.

Por onde começar?

Além de buscar e procurar conversar com pessoas e áreas diferentes, por aqui descobrimos uma outra iniciativa que estava sendo tocada pela área de marketing / conteúdo, mais especificamente a Larissa Oliveira e a Maria Caerre, que era a padronização e construção da voz da marca (Brand Voice) — um item essencial na construção de um Guia de Redação e Conteúdo. Em nossa primeira conversa já ficou claro o quanto poderíamos conseguir e avançar trabalhando em conjunto.

Uma Guia de Redação e Conteúdo do zero

Nossa primeira parada foi em uma conversa incrível com a Paula Völker, UX Writer no time de OPS do Banco Carrefour e uma das fundadoras da comunidade UX Writers BH. A ideia de conversar com a Paulinha foi não apenas por ser uma das pessoas referência da área, mas muito no intuito de aprender como foi o processo e a experiência dela na criação de um Guia de Redação e Conteúdo do zero.

Como engajar o time de design e outras pessoas da empresa?

Deste ponto em diante, foram cerca de três meses até finalizarmos a nossa primeira versão da Guia, até então sem nome. Mas já era uma entrega bem robusta, completa e embasada, principalmente levando em consideração a falta de pessoas especialistas trabalhando na linha de frente.

Quem é a Wanda?

Vocês devem estar se perguntando quem é Wanda? Wanda é nossa Guia de Redação e Conteúdo, mas ela não tinha essa identidade desde o início.

Mas acaba por aí?

Com 110% de certeza, posso afirmar que estamos apenas iniciando nossa jornada. Nossos próximos passos estão sendo planejar, organizar e difundir esse conteúdo de forma geral e também específica, para todas as pessoas e áreas da empresa. Uma outra estratégia é a de demonstrar para cada área como a Wanda pode impactar em seu dia a dia de forma positiva e que ela tem o intuito de melhorar as entregas e a experiência dos e das clientes.

Time de pessoas responsáveis pelo projeto

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